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Testes com gasolina E35 começam no Brasil: o que muda no desempenho e na durabilidade do seu veículo

Por Redação Avant Notícias 21 de Setembro, 2026
Abastecimento de carro em posto de combustível

O Ministério de Minas e Energia deu luz verde para a fase prática de avaliação da nova mistura de combustível no país. A proposta prevê elevar a proporção de etanol anidro misturado à gasolina comum e aditivada dos atuais 27,5% para até 35% (combustível apelidado tecnicamente de E35).

A medida faz parte da estratégia nacional para redução da emissão de gases do efeito estufa e busca diminuir a dependência da importação de derivados de petróleo. No entanto, o anúncio gera apreensão imediata entre motoristas e mecânicos sobre os efeitos práticos no funcionamento dos motores operantes no país.

Consumo de combustível deve subir ligeiramente

A principal consequência direta verificada em laboratório é a diferença no poder calorífico dos componentes. Como o etanol possui menor densidade energética do que a gasolina pura, a mistura com mais álcool exige que o motor injete um volume ligeiramente maior de combustível para gerar a mesma força.

Em termos práticos para o bolso, veículos a gasolina pura ou mesmo modelos flex abastecidos exclusivamente com a nova mistura tendem a registrar uma pequena queda na autonomia de quilômetros por litro rodados.

Como os carros Flex e os movidos só a Gasolina reagem?

Nos veículos com tecnologia Flexfuel, o impacto mecânico direto é praticamente nulo na calibração de injeção, já que o módulo eletrônico (ECU) está preparado para realizar a leitura da queima de até 100% de etanol sem solavancos.

A preocupação recai sobre três grupos específicos:

  • Carros antigos carburados ou com injeção monoponto: componentes de borracha, juntas e mangueiras antigas podem sofrer degradação acelerada devido à ação solvente do etanol em alta dosagem.
  • Veículos importados a gasolina: modelos de luxo não adaptados de fábrica para a realidade brasileira podem apresentar acendimento de luz de injeção no painel e falhas na partida a frio.
  • Motos e roçadeiras a combustível puro: exigem maior atenção com o ressecamento de tubulações e oxidação de tanques metálicos caso fiquem parados por longos períodos.

Prazos e cronograma de implementação

Os testes técnicos serão coordenados em parceria com a Anfavea (associação das montadoras), universidades e centros de pesquisas de combustíveis. As análises vão acompanhar o comportamento de componentes como bomba de combustível, bicos injetores e sistema de escapamento ao longo de milhares de quilômetros rodados em condições reais de tráfego.

Caso os relatórios técnicos comprovem a ausência de danos estruturais na frota circulante, a mudança oficial para o padrão E35 deve ocorrer de forma gradual nos postos de todo o país após homologação das portarias regulatórias.