AvantNotícias Avant Digital
Geologia & Cavernas

Minas Gerais Já Esteve Debaixo do Mar? As Respostas no Parque do Peruaçu

Por Isso é Real / Redação Avant Notícias 21 de Setembro de 2026
Cânions e grutas de pedra no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu

Imagine um cenário em que as montanhas e vales do interior de Minas Gerais estivessem completamente submersos por um oceano quente e raso. Embora pareça ficção científica, essa é a realidade comprovada pela ciência geológica no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, uma unidade de conservação extraordinária localizada no norte mineiro.

O Mar Neoproterozoico e a Formação Calcária

Há aproximadamente 600 milhões de anos, durante a era Neoproterozoica, a região que hoje abrange o vale do Rio Peruaçu fazia parte do leito de um vasto mar raso. Ao longo de eras geológicas, acúmulos massivos de organismos marinhos ricamente dotados de carbonato de cálcio depositaram-se no fundo desse oceano.

Com os movimentos das placas tectônicas e a subsequente regressão marinha, esses sedimentos marinhos foram compactados sob pressões elevadas, dando origem às colossais formações de rocha calcária do Grupo Bambuí que caracterizan a paisagem atual da região.

Sítio Arqueológico e Espeleológico de Valor Mundial

Além da relevância geológica indiscutível, o Peruaçu abriga a Gruta do Janelão, famosa por seus espeleotemas gigantescos e salões imensos que chegam a superar 100 metros de altura. O trabalho de erosão do Rio Peruaçu cavou os cânions e abriu dolinas monumentais onde a vegetação de transição entre a Caatinga e o Cerrado prospera.

O parque também preserva paredões rochosos ornamentados com pinturas rupestres milenares, deixadas por grupos humanos pré-históricos que habitavam essas cavernas milhares de anos atrás, consolidando o local como um patrimônio natural e cultural inestimável do Brasil.

Assista ao vídeo no YouTube

Viaje no tempo e conheça os segredos das Cavernas do Peruaçu no vídeo produzido pelo canal Isso é Real: